Não temos tempo nem espaço a perder!
Lembrando a música da banda Legião Urbana “Não temos tempo a perder… temos nosso próprio tempo”; podemos dizer que não temos tempo nem espaço a perder. No tempo presente, há de se observar as mudanças de hábitos e costumes da população. Neste novo ambiente e contexto social, a precificação do m² pode variar no mercado imobiliário ou na construção civil.
Há a residência que se transforma em local de trabalho, ou a sala comercial que se converte em apartamento. Estas mudanças envolvem alterações de dimensionamentos e funcionalidades de uso, exigindo um sistema útil e funcional. Envolvem em sua operação a manutenção predial, a conservação e segurança do imóvel, e o uso envolve a utilização do espaço para moradia, trabalho ou lazer.
Nos compartimentos projetados por mudanças de costumes, há de se considerar as alterações exigidas, a flexibilização dos espaços, nas taxas de ocupação dos imóveis e mudanças nos conceitos de zoneamento da cidade, que antes eram só comerciais ou residenciais e que passam a ser áreas mistas. Estas variações ditam novas regras no mercado imobiliário e provocam o surgimento de novos “entornos”, com comércio e serviços para atender esta nova modalidade de uso.
Os novos hábitos, mudanças de costumes, de ocupação regular do imóvel e de consumo, contam com comodidades que chegam aos condomínios; como por exemplo, o minimercado, dito “varejo de proximidade”, a lavanderia compartilhada no edifício, com sistema de pagamento de uso (pay-per-use), academias, espaços de coworking, espaços pets, painéis solares e sistema de reuso de águas cinzas.
As possíveis instalações, por alteração de uso, podem exigir diferentes projetos nos empreendimentos a serem lançados no mercado imobiliário ou reformas e adaptações, com estudo de viabilidade financeira e econômica (para evitar riscos e minimizar recursos), com novas instalações hidráulicas e elétricas. Desta forma, projetos e execuções com responsabilidade técnica exigem aprovação junto à empresa de energia elétrica, devido ao aumento de carga consumida. Exigem também atualização do projeto e certificação de incêndio, entre outros. E atenção especial às questões com os direitos autorais do projeto do empreendimento (Lei dos direitos autorais nº 9.610/98), a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD nº 13.709/2028), o respeito à legislação da Construção Civil e Municipal, às NBRs da ABNT e ao valor por m² e à precificação do imóvel, seja para construção, aquisição, venda ou aluguel.
Aparecida Defante é Engenheira de Segurança. Engenheira de Avaliações e Perícias. Arquiteta Urbanista, Engenheira de Segurança do Trabalho e Engenheira de Avaliações e Perícias (UFF). Atuação em Vistorias Prediais, em obras e reformas de imóveis e manutenção predial. É responsável técnica de trabalho em altura com NR 35, trabalhos em fachadas de prédios comerciais e residenciais. Experiência em impermeabilização nas construções e aplicação de epóxi em pisos de garagens.
