Resiliência: indispensável ao síndico (Parte 2)
Continuando nossa abordagem sobre a Resiliência (perdeu a parte 1? corre na edição de janeiro), vamos compreender a diferença de um Síndico resiliente e como construir/desenvolver/fortalecer a sua resiliência. Esta capacidade fundamental para superarmos os desafios diários, aprender com eles, ser flexível para se adaptar e encontrar alternativas frente às dificuldades.
O Síndico resiliente é aquele que é objetivo e determinado em encontrar soluções. Ele também sente, se mobiliza e se abala frente às dificuldades, a diferença é que ele consegue mobilizar sua energia para resolver os problemas e não para ficar reclamando e culpando os outros. Ele tem Autorresponsabilidade, assume sua responsabilidade na solução e vai em frente. Tem autoconfiança, pois se vê capaz de superar os contratempos, mesmo quando as coisas vão mal. Consegue manter a calma, mesmo diante de situações estressantes (que não são poucas). Eu diria que ele consegue “escolher” manter a calma e gerenciar seu nível de stress a cada situação e consegue recuperar o equilíbrio emocional rapidamente. E mais ainda, ele é capaz de aprender com os desafios, a cada novo desafio, uma nova aprendizagem.
De forma consciente, ele os vê como oportunidades de crescimento. Diante de uma discussão ou embate ele consegue manter-se calmo, o que o torna mais assertivo, proporcionando uma facilidade para melhor gerir conflitos. O Síndico Resiliente tem alta produtividade, com qualidade e também é mais saudável e feliz.
Como ele consegue isso?!
Por quê seu modelo mental funciona assim. Ele escolhe agir diferente, compreende que o único controle que tem é sobre como vai reagir a cada situação. Sabe que seus pensamentos, influenciam seus sentimentos e que impactam em suas ações. Por isto, desenvolver a autoconfiança e autorresponsabilidade é tão importante.
Ele nasceu assim?!
Não! Ele aprendeu a se comportar assim. E isto é o fantástico da Resiliência, todos nós podemos construir/desenvolver/fortalecer a nossa. Não se pode ensinar Resiliência, mas se pode aprender a ser mais resiliente a reagir de maneiras mais satisfatórias frente às adversidades.
Então, teremos a parte 3!!!
Na próxima edição, vamos falar sobre quais atitudes e comportamentos facilitam e fortalecem a nossa Resiliência e os fatores de risco para ela.
Até lá!
Um grande abraço.
Ariane Padilha é professora, psicóloga, especialista em Gestão de Recursos Humanos e Marketing, consultora e síndica profissional da Fator G Condomínios, além de professora e coordenadora do curso de pós-graduação em Gestão Condominial da Famaqui.
